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Como acompanhar os novos hábitos dos consumidores

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Pesquisa mostra novos hábitos dos consumidores e ajuda a entender como se posicionar no mercado

Quem está de olho no mercado pode notar o quanto toda esta revolução imposta pela pandemia e o impacto econômico cambial está mudando os hábitos de compras dos consumidores. Segundo um estudo da Dunnhumby, empresa líder em ciência de dados do consumidor, 44% dos brasileiros experimentaram novas marcas desde o início da quarentena. As principais causas para a mudança são voltadas à precificação dos produtos: 55% dos consumidores afirmam que mudaram por conta de uma promoção e 44% afirmam ter buscado marcas mais baratas no período. Também com uma taxa de 44%, os consumidores afirmam que trocaram de marca porque buscaram experimentar novos produtos. Já 34% afirmaram, inclusive, gostar de experimentar novas marcas e 22% afirmaram que só trocaram de marca por não encontrar o produto que procuravam.

Qual é o aprendizado que esta pesquisa traz para o mercado?

Além de mostrar o quanto é importante ficar de olho no consumidor, sinaliza que é fundamental agir no momento certo. “Caso a marca experimentada ofereça ao consumidor uma melhor equação de valor, ele não deve retornar a marca antiga. Ainda mais considerando que o cenário pós-pandemia vem com uma recessão econômica”, afirma Flavia Villani, head da Dunnhumby Brasil.

Neste cenário, enquanto as marcas populares “nadam de braçada”, as grandes podem se abrir para uma outra possibilidade: a de criar novas linhas que atendam a este perfil de público em busca de economia. Conhecido como “segunda linha” este artifício é recorrente das grandes marcas para manterem as vendas em momentos de crise.

A pesquisa ouviu mais de 1.100 brasileiros em todas as regiões do País, por meio de um questionário online feito em 25 de junho. Segundo o estudo, 58% dos brasileiros ouvidos modificaram o seu comportamento de compra em até 12 categorias, seja em termos de volume de compra ou, também, trocando a marca escolhida. O setor que mais sofreu alterações foi o de alimentos básicos, onde 28% das pessoas compraram novas marcas pela primeira vez.

Dentro de casa, mas na contramão do fluxo

Outro dado da pesquisa que tem tudo a ver com este momento foi o crescente consumo “econômico extravagante”, onde consumidores economizam em uma categoria para, ao mesmo tempo, adotar marcas premium em outros. Com a pandemia, foi possível perceber esse cenário no aumento das compras de produtos mais caros em categorias como cervejas, chocolates e guloseimas. “O comportamento econômico extravagante independe da classe social. Isso se deve aos interesses do consumidor e ao valor que dá as diferentes categorias”, explica Villani. E como entender este comportamento? Ele está mais relacionado aos hábitos alimentares do consumidor que deixou de sair para bares e restaurantes. Para quem está no segmento de food service é hora de oferecer novas experiências de delivery, cestas gourmet, monte seu prato ou seu drink em casa são apenas maneiras de se reinventar e conquistar novos consumidores.

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